O Sicredi tem algumas dicas importantes para você!
Proteção financeira: qual a relação da “prevenção de fraudes e golpes”?
Proteger-se de golpes e fraudes também envolve cuidar do próprio dinheiro, uma vez que o objetivo principal dos golpes e fraudes é causar prejuízos financeiros às pessoas. Afinal, ser vítima de uma perda financeira inesperada pode desequilibrar todas as suas finanças e, às vezes, até causar danos maiores ao seu patrimônio e impactos psicológicos de proporções relevantes.
Principais golpes e fraudes financeiras digitais
A principal técnica utilizada pelos golpistas para terem sucesso nos golpes e fraudes é conhecida como “Engenharia Social”. Esta técnica nada mais é do que uma manipulação de emoções da vítima para que ela atenda o pedido do criminoso sem se dar conta de que pode estar diante de um golpe que culminará em perdas financeiras.
Em geral, a engenharia social abordará temas de extrema urgência, oportunidades de um bom negócio ou ainda uma falsa promessa de vantagem financeira. A seguir, você irá se deparar com os principais golpes que atingem as emoções das pessoas e que no menor descuido, podem ter muita dor de cabeça.
Por isso é muito importante estar sempre atento, desconfiar de situações anormais e buscar ajuda imediatamente com familiares ou com seu banco.
- Golpe do falso sequestro
É quando o criminoso faz uma ligação, de um número desconhecido ou não identificado, e simula ter sequestrado alguém que a vítima conhece, exigindo depósitos ou transferências para liberar a pessoa. O golpista fica com a vítima no telefone, até que ela faça a transação financeira.
- Roubo de dados (phishing)
Os golpistas criam falsas comunicações com links que redirecionam para páginas fraudulentas, com o intuito de roubar informações pessoais das vítimas, como senhas, códigos de segurança (token) e dados de cartões de crédito. O golpe geralmente é aplicado por e-mail, mas também pode acontecer por mensagem SMS, WhatsApp, Redes Sociais e leituras de QR Code.
- Roubo de Celular
O criminoso rouba ou furta o celular da vítima e utiliza técnicas para desbloquear o aparelho e obter senhas, informações pessoais, para conseguirem acessar os aplicativos de bancos, para então realizarem movimentações financeiras.
- Golpe da falsa central
É quando a vítima recebe uma mensagem ou ligação para confirmar alguma movimentação financeira suspeita. Durante a ligação, o golpista faz a confirmação de dados pessoais, transmitindo mais credibilidade, e solicita que a vítima execute a instalação de aplicativo de assistência remota, execute uma transação de teste e até realize um cancelamento de Pix que está pendente.
- Furto de contas de redes sociais e aplicativos
É quando o criminoso consegue informações de login da vítima, assumindo o controle das suas contas para realizar contatos e publicações em seu nome. Por isso, é importante criar senhas fortes e não compartilhar com ninguém, além de ficar atento ao receber mensagens suspeitas. Sempre que possível, habilite recursos que garantam mais segurança na autenticação.
- Golpe via WhatsApp
É quando o criminoso escolhe um alvo, estuda seu comportamento nas redes sociais e passa a enviar mensagens aos seus contatos informando que está precisando realizar uma transação “urgente” e solicita a realização de uma transferência via Pix ou pagamento de boletos.
Muitas vezes, os criminosos iniciam o contato com mensagens do tipo: “Oi. Esse é meu novo número de telefone. Salva aí.” ou “Oi, meu celular quebrou e a tela e estragou. Se precisar falar comigo, fala por esse novo número, tá bom?”. Sempre desconfie de mensagens que possam parecer suspeitas e tente entrar em contato com a pessoa para confirmar se ela realmente está precisando de ajuda.
- Golpe do falso motoboy
É quando o golpista entra em contato com a vítima, se passando por um funcionário do banco, informando que o cartão foi fraudado. O criminoso pede que o cartão seja cortado ao meio, solicita a “confirmação” da senha e diz que o cartão será retirado por um motoboy. Embora cortado, o cartão pode fazer transações, pois o chip continua intacto e o criminoso está de posse da senha.
- Golpe do acesso remoto ou mão fantasma
É quando o golpista entra em contato se passando por um funcionário do banco e informa que há movimentações suspeitas na conta da vítima. Ele alega que, para solucionar o problema, será necessário instalar um aplicativo de assistência remota. Esse aplicativo permite ter acesso a tela e aos dados do dispositivo.
- Golpe da venda falsa
A vítima recebe uma mensagem com uma promoção imperdível e clica em um link que redireciona para um site, para realizar a compra. Na ansiedade de fazer um excelente negócio, não confere o endereço do site e acaba transferindo o dinheiro via Pix para criminosos e, infelizmente, nunca recebe o item comprado. Os criminosos criam um contexto bastante real e convencem que a compra é verdadeira e segura.
Dicas para se proteger e não cair em golpes digitais
- Desconfie de ligações em nome de empresas, órgãos do governo ou instituições de caridade, principalmente se solicitarem pagamentos, dados pessoais, senhas, códigos de segurança e informações bancárias.
- Mantenha sempre o celular seguro de acessos indevidos, com uma senha segura para desbloqueio e ative a opção de localizar o aparelho em caso de perda, roubo ou furto. Não mantenha senhas anotadas no celular.
- Nunca forneça nenhum tipo de informação pessoal ou financeira sem que tenha certeza da finalidade. Na dúvida, entre em contato com o seu a empresa através dos canais oficiais de atendimento.
- Crie senhas fortes e diferentes para cada conta de rede social ou aplicativo, ativando a verificação em duas etapas, e nunca compartilhe senhas e códigos de segurança com ninguém.
- Oculte a foto de perfil no WhatsApp para quem não for seu contato salvo no dispositivo e tome cuidado com fotos postadas nas redes sociais. Nunca adicione um novo contato sem antes confirmar a sua identidade.
- Não clique em links desconhecidos ou que não conheça a origem, os golpistas querem descobrir e se apropriar de suas informações confidenciais.
- Caso seu celular tenha sido roubado ou perdido, notifique imediatamente o Sicredi para que medidas de segurança sejam adotadas, como bloqueio do app, da senha de acesso, cartão virtual, carteira digital, dispositivo de segurança e da própria conta. Registre um boletim de ocorrência e procure a sua operadora de telefonia para bloquear a linha e o aparelho.
Para saber mais sobre nossas iniciativas de educação financeira, acesse o nosso site: sicredi.com.br/educacaofinanceira
Não é só dinheiro. É ter com quem contar.